Tendências para o Inverno 2013: Senac Moda Informação

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Conheça os quatro temas confirmados para o Inverno 2013.
 
FASCÍNIO DARK
A principal inspiração que nortei este tema vem do período Gótico, posterior ao romantismo e marcadamente rotulado de emotivo e sombrio.  Se no período anterior – romântico – o desenvolvimento social tinha seu ciclo evolutivo no campo, agora, na baixa idade média (meados do século XII até incío do século XVI), as sociedades europeias – destacadamente Alemanha, França, Inglaterra e Itália – incorporavam o espírito citadino e, aliadas a aspectos políticos e, principalmente, religiosos, iniciabam a construção do conceito de urbanidade, experimentado um novo estilo de vida bastante exemplificado na verticalização de arquitetura e seus elementos ornamentais.
Com o olhar voltado para vários séculos atrás, o tema resgata as silhuetas ajustadas que tiveram seu início neste período, assim como elementos como rosáceas, crucifixo, fendas e doeses maciças de dramaticidade, sensualidade e sedução expressas em tons escuros de preto e cinza ou densos como o vinho.
Saltando para a idade moderna, mais especificamente o período barroco (final do sécuo XVI a meados do século XVIII), outros elementos decorativos são agregados ao tema, gerando grande esplendor, exuberância, contrastes
fortes, assimetrias e a busva pelo realismo e emoção.
Os tecidos são especialmente ricos, como os sofisticado brocados e as culturadas rendas, usadas tanto por mulheres quanto por homens. A opulência dourada do palácio de Versalhes se junta aos exageros do Rococó, período imediatamente posterior ao Barroco, para criar, apesar de mais ornamentada, maior leveza e delicadeza na moda, sugerida por tecidos mais leves e transparentes.
 
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NEO DANDY
O tema enfoca alguns cenários aparentemente opostos, mas com um ponto em comum: o apuro na construção do visual, quer seja rigoroso ou casual, sempre sob a regência do universo masculino.
O rigor formal é inspirado pelo dandismo, um modo de vida capitaneado por George Bryan Brummel, o Bela Brummel, na primeira metade do século XIX. A essência deste estilo era baseada em distinção e sobriedade. Porém, como corte, acabamento e caimento objetivando a perfeição.
As calças deviam ser impecáveis e as camisas eram – e também serão nesta estação – peças fundamentais. Na época possuíam o colarinho muito alto e estruturado, dando um ar de sofisticação e arrogância, característica de um verdadeiro dandy.
No cenário influenciado por uniformes militares, são evocadas lembranças de conflitos bélicos, antigos e atuais, em jogo de formalismo versus casualidade, porém ambos abusando de gandes bolsos aplicados em estilo utilitário, este muito chic quando se apropria de técnicas de alfaiataria.
Ligado aos aspectos de rigor desses cenários, um outro tema, cavaleiras urbanas, se insinua por entre os fundamentos do sportswear de luxo, destacando o couro, detalhes de costuras e reforços anatômicos para construir peças sóbrias, porém sofisticadas, que, rompendo com o rigor estabelecido, encontram um contraponto na informalidade do look caubói que, embora muito descontraído e jovial, é um importante expoente do cuidado estético primoroso representativo da cultura americana.
 
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NOSTALGIA CONTEMPORÂNEA
Este tema concentra valores como luxo moderno, classe e elegância. O olhar se volta para o passado e, inicialmente, reinterpreta para a atualidade o período da Belle Époque, transitando entre as influências da era vitoriana na última década do século XIX até o principio da década de 1910.
Deste período, o tema resgata a alta dose de feminilidade calcada em excessos de ornamentos delicados como flores, pérolas, frufrus, babados e tecidos como renda, cetim, crepe, tafetá e musseline, além dos brocados e tecidos decorativos.
As formas colocam em evidência a silhueta curvilínea, aliada a decotes profundos, cintura marcada e caudas em vestidos, uma forma atualmente em voga em saias, blusas e camisas sob a denominação de mullet.
As décadas de 1950 e 1960 também são foco de atenção dessa feminilidade, já formatada nestes períodos em simplicidade prática e moderna, porém emoldurada por um glamour contemporâneo que tem em ícones de elegância – como a eterna princesa Grace Kelly e a cantora pop francesa Françoise Hardy – seus grandes expoentes.
Nas formas, destaque para diversas modelagens como as amplas saias rodades, herança do New Look de Dior e, diretamente do visual Mary Poppins, a ideia de sobreposição através de basques, parte inferior ondulada de casaquetos, atualmente mais conhecida como peplum, bastante utilizada em saias mais justas e curtas.
Na evolução das formas, as geométricas, transformadas em emblema dos anos 60, começam a ganhar espaço prenunciando um novo revival dessa década revolucionária na moda.
 
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PERFUME ORIENTAL
Terras do Oriente sempre foram visitadas pela moda em busca de inspiração. Paisagens e culturas exóticas, desde as viagens de Marco Polo, no século XIII, têm fornecido constantemente ao mundo ocidental um rico e farto material de cores, formas, estampas e padronagens.
No final dos anos 60 e início dos anos 70, o movimento jovem conhecido como contracultura – que pregava um novo estilo de vida totalmente contrário ao tradicional american way of life – jeito americano de viver – implodiu os valores do núcleo familiar estabelecido e fez com que os hippies, seus principais adeptos, abandonassem seus confortáveis lares e partissem apenas com suas mochilas para o continente asiático atrás de novos valores comportamentais e culturais. Encontraram… e difundiram.
A moda, rapidamente, entendeu e absorveu a beleza dos traços intrincados dos motivos florais, a riqueza e a exuberância dos desenhos elaborados em tramas ou estampas, a harmonia de cores quentes e vibrantes, os bordados e ornamentações preciosas, a pedraria e metais em joias, e muitos outros elementos decorativos.
Traduzido para esta estação, esse cenário ultrapassa o estilo hippie convencional e foca suas lentes no luxo e exotismo de países como Rússia, Índia, China e também o Japão, que empresya detalhes da forma dos tradicionais quimonos como transpasses frontais, dobraduras, modelagem geométrica inspirada na indumentária dos samurais, além de motivos como dragões, flor-de-lótus e cerejeira.
Este tema, por sua característica globetrotter, ou seja, interação com um mundo multicultural, estimula a descoberta de elementos associados, principalmente, ao handmade – artesanato – de outros países em outros continentes, vislumbrando o esboço dos horizontes de uma nova era.

Fonte: Senac Moda Informação – Inverno 2013

 

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