Branding na prática: como trabalhar a gestão da sua marca no ponto de venda – Parte 2

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Depois de ter identificado a essência da sua empresa e dado atributos humanizados para sua marca, é a hora de contar sua história de forma envolvente para o mercado. Caso ainda não tenha realizado os primeiros passos, dê uma olhada na parte 1 da série sobre Branding na Prática (neste link).

Quando conhecemos uma nova pessoa, o natural é buscarmos em um diálogo pontos em comum que possibilitem uma aproximação através da afinidade, certo? O mesmo é válido para empresas e suas marcas. Expor sua história, dentro dos fatores humanos apresentados para o público, cria envolvimento e possibilita a criação de conexões emocionais entre a sua trajetória e seus produtos, e é justamente essa aproximação humana que torna as marcas relevantes e muito mais lucrativas. Algumas marcas acabam utilizando histórias “inventadas” para falar sobre sua origem, mas acredito particularmente que isso é desnecessário quando existe um propósito claro em sua empresa. Você só precisa tornar isso acessível.

O Storytelling, termo muito relacionado ao branding, é justamente a técnica de conduzir uma determinada leitura através de uma história bem elaborada. Sua empresa pode vender produtos similares à concorrência, mas somente a sua tem toda a bagagem e trajetória vivida por você e sua equipe. Isso é um fator muito importante no momento de identificar seu diferencial. É justamente essa trajetória que deve ser a base da sua história. Vamos direto para parte prática dessa tema:

1. Volte a pensar sobre os motivos que te fizeram ter uma empresa e crie seu roteiro.
Você pode criar em tópicos ou escrever por extenso um histórico sobre cada um dos passos que o fizeram chegar até o momento presente. Isso pode e deve considerar todos os aspectos emocionais. Como o sentimento que você teve quando pensou em criar seu produto. Havia alguma necessidade sua ou de outras pessoas não atendida pelo mercado? Você foi motivado por amigos e familiares? Teve uma mudança de carreira ou alguma dificuldade que o inspirou a empreender? Como chegou a solução atual e o que espera de conexão com seu público?

O autor Joseph Campbell desenvolveu um estudo sobre a técnica do Storytelling e publicou em um livro muito conhecido chamado “O Herói de Mil Faces”. Na publicação, ele sintetiza os principais fatores que compõe uma boa narrativa e como isso prende a atenção do ouvinte. Vale a pena ver mais sobre isso também no momento de descrever a sua.

Lembre-se de que as histórias são únicas e quando verdadeiras não há um parâmetro que determine que elas sejam “melhores ou piores”. A sua verdade é também a base para o seu diferencial. Por isso a importância de refletir sobre todos os aspectos internos, que vão além do institucional como as características do seu produto e qualidade.

2. Torne a história “tangível” através da ambientação da sua loja e cenografia.

Com o roteiro sobre sua vida em mãos, analise os principais aspectos que o tornam mais interessante e crie relações com elementos que façam sentido para seu “enredo”. Por exemplo, uma marca familiar e tradicional pode trazer elementos da origem da sua família, como objetos antigos da casa e peças interessantes e únicas com valor sentimental. Quem sabe uma máquina de costura antiga restaurada pode se transformar em um item incrível de decoração.

Histórias não existem apenas no passado. Cada nova conquista e evolução da sua marca também faz parte de sua identidade, por isso os elementos que você relaciona hoje com sua marca também contam muito sobre quem você é. Se sua marca tem a tecnologia como pilar, ela deve estar presente também no seu ponto de venda; se o seu diferencial é a sustentabilidade a sua loja deve agregar aspectos de sustentabilidade; se a sua marca é jovem e urbana, seu ponto de venda deve materializar aspectos que dialoguem com os interesses deste público – a comunicação visual certamente pode auxiliar nessa missão.

Vale lembrar que a forma com que você transmite as mensagens também faz parte de uma leitura subjetiva do seu público, por isso muita atenção na escolha dos itens e materiais que serão utilizados.

Assim, como na primeira etapa desta gestão de marca no ponto de venda, é importante compartilhar com sua equipe a história e valores da empresa. Lembrando sempre que seu cliente interno é seu principal embaixador.

Na próxima parte da série, vamos falar sobre a coerência e como ela se aplica de forma muito prática no atendimento e serviços oferecidos pela sua marca.

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