Provadores podem aumentar a experiência de compra, segundo pesquisa

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Quem nunca desistiu de levar uma peça de uma loja por preguiça de provar? Afinal, para a maioria dos consumidores experimentar os produtos na própria loja quase sempre é uma experiência desagradável e, por esse motivo, que esse ambiente merece atenção.
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Uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria Envision Retail Ltd, na Inglaterra, entrevistou 8000 pessoas e apontou que pelo menos 67% dos consumidores que resolvem utilizar o provador têm maior intenção de compras e que um terço do tempo gasto dentro de uma loja é no provador.
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O tipo de iluminação, o espelho, suportes e o espaço livre para circulação são apenas itens básicos na estruturação de uma cabine ideal. Os provadores devem funcionar como uma extensão da própria loja e o conceito de store design deve ser aplicado inclusive no ambiente de prova. Lembrando que bons provadores aumentam a percepção da experiência positiva de compra, aumenta ainda mais as chances de satisfação e confiança dos clientes em relação às suas escolhas.
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Por isso, preste atenção nessas dicas valiosas para deixar os provadores mais aconchegantes e funcionais:
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ESPAÇO – O espaço interno da cabine é um dos principais tópicos a serem discutidos em um projeto. Cuidado para não deixar o cliente se sentindo dentro de um ônibus em horário de pico. O tamanho mínimo sugerido é de 1 m² (1,10 x 0,90 m), esse espaço comporta tranquilamente um banco (40x40cm) e um espelho para visão total do corpo.
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ACOMPANHANTE – comodidade para o acompanhante também é um item muito importante principalmente em lojas cujo público são mulheres que geralmente estão acompanhadas. Nesse caso, é importante adaptar ao projeto alguns puffs, bancos ou living para espera, o que é uma sacada para aumentar o tempo médio de permanência dos clientes na loja.
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ESPELHOS – não deixe que o espelho seja o grande vilão desse momento, afinal o espelho é o melhor amigo do cliente dentro da cabine e a imagem refletida deve ser a melhor possível. Existem lojistas que agem de má fé e apelam para espelhos convexos que criam efeitos emagrecedores. Cuidado, além de proibido, essa prática pode gerar uma imagem irreal que irá frustrar o cliente quando provar novamente a peça em casa. Os espelhos devem estar sempre limpos e podem, inclusive, interagir com o cliente através de alguma informação da própria loja ou promoção. O ideal é o uso de dois espelhos dispostos estrategicamente proporcionando a visão de frente e costas do cliente.
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PISO – É muito desagradável tirar os calçados dentro do provador e sentir o piso gelado…ui. Por isso é recomendável que o piso das cabines seja de madeira ou de algum material de temperatura neutra. Se não for possível trocar o piso dos provadores de sua loja, o uso de tapetes é uma boa saída e ainda dá um charme no ambiente.

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ILUMINAÇÃO – A iluminação é um dos principais pontos de importância ao se projetar espaços de prova. A iluminação deve ser a mesma trabalhada no interior da loja, para não gerar impacto visual, e deve manter as cores originais das peças, para isso é importante consultar o Índice de Reprodução de Cor (IRC) das lâmpadas disponíveis na ficha técnica do produto.
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CLIMA – A climatização da loja principalmente no espaço de alcance dos provadores deve ser adaptada não apenas à estação do ano, mas também à segmentação da loja. Por exemplo, em lojas de lingerie o clima deve ser aconchegante, já em lojas de vestuário padrão, a movimentação gerada pela troca rápida e constante gera calor, portanto o clima deve ser mais frio. Lembrando que pela NR-17 (Ergonomia) a temperatura em ambientes de trabalho não deve fugir da faixa de 20-23°C.
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A marca The North Face foi além para trabalhar a experiência de compras. Instalou uma câmara fria dentro do PDV para que os clientes possam testar na prática a eficiência dos casacos. O equipamento pode chegar a marcação incrível de -9°C.
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AMBIENTAÇÃO – Para deixar o provador com a cara do cliente a Comunicação Visual é indispensável. Pense não somente no espaço interno das cabines, mas também na área externa, utilize espelhos e objetos que complementem uma historia que começou a ser contada já na vitrina. O cliente tem que esquecer que estará deixando seu rico dinheirinho naquela loja, utilize de artifícios que ocupem o lado criativo do cérebro do cliente, isso aumenta a sensação de prazer em desfrutar daquele momento.
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A marca Imaginarium criou um papel de parede customizado com o tema da coleção para os clientes interagirem colorindo as figuras.
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ACESSIBILIDADE – Alguns Estados determinam através de leis a obrigatoriedade da existência de provadores adaptados e acessíveis. No Estado de São Paulo, por exemplo, a Lei Nº 14.737, de 10 de abril de 2012, estipula que lojas paulistas e outros tipos de comércios que tenham roupas e vestuário em geral, adaptem e ofertem pelo menos uma de suas cabines. A lei, no entanto, não traz detalhes técnicos sobre a construção desse espaço, para isso sugere-se o uso da norma ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Entre as várias recomendações estão que o espaço deve permitir que a cadeira faça um giro de 360º dentro do provador, a porta deve abrir para fora e ter um vão livre de pelo menos 90 cm.
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1 COMENTÁRIO

  1. Cristiane,
    Sou estudante de design de interiores (UFRJ) e estou este período estudando sobre um projeto de lojas e AMEI sua publicação! Muito obrigada! Ajudou bastante!
    Raquel

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