4 cases de sucesso: antes e depois das alterações de visual merchandising

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Nos últimos anos a Economia tem passado por mudanças frequentes, as quais influenciam diretamente os varejistas que, para se comunicar melhor com um  consumidor ressabiado, precisam se reinventar constantemente.

Utilizando-se de diversas ferramentas, o visual merchandising (VM) desponta como um dos principais recursos na busca por diferencial competitivo. O VM, por englobar uma variedade de aspectos, como exposição, comunicação visual, precificação, instalações, dentre outras, é capaz de promover o posicionamento estratégico da marca, incremento uma percepção de valor diferenciada para produtos, muitas vezes, comoditizados.

O objetivo de todo comerciante com essas ferramentas de visual merchandising é sempre o mesmo:  atrair  o cliente para o interior do estabelecimento e  estimulá-lo  a permanecer no local por mais tempo, desfrutando de uma experiência positiva, afetiva, lúdica e sensorial e, portanto, facilitando as vendas e aumentando o apreço pela marca.

Com as evoluções do mercado consumidor, as lojas se viram obrigadas a se reinventar num espaço menor de tempo, por isso, dependendo do budget e planejamento de cada empresa, muitas redes têm realizado mudanças severas em sua política de visual merchandising há cada 5 anos.

Algumas têm sucesso nessa transformação, já que não perdem a essência da marca e mantem um padrão visual com o qual o consumidor continua se identificando. Outras, no entanto, esquecem da sua essência e história e promovem guinadas drásticas que acabam por desorientar o cliente. Que tal falarmos um pouco mais destas empresas que se reinventaram com sucesso? A seguir separei quatro cases inspiradores.

Extra Hiper: em 2014 a rede criou um novo layout e um plano de expansão para lojas no Brasil. Trata-se de conceito store within a store (SWAS – já falamos dele aqui no MMdaMODA), com a criação de um novo espaço dentro das lojas voltado para a linha têxtil. Este espaço conta com piso diferenciado, teto rebaixado e iluminação focada. Para destacar os produtos foram criadas vitrines com manequins e também uma torre com destaque para as peças no centro da loja. Todos os equipamentos foram criados considerando a circulação dos clientes e a visibilidade dos produtos. Buscando maior comodidade, a área conta com provadores (masculino e feminino), além de facilitar o pagamento com um check-out exclusivo.

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Hering Store: uma marca tradicional por seus produtos básicos e de qualidade que resolveu se reinventar. Com um projeto assinado pelo escritório de Julio Takano, a KT , o projeto reflete o posicionamento da marca que foca nos públicos das classes B2 e C, com um design moderno e aconchegante. As coleções da rede estão sendo recriadas e reinventadas e isso é refletido nesta nova área de vendas, mais jovem e casual trazendo modernização. Nota-se a diferença nos mobiliários que são inovadores, bem como o fácil acesso dos clientes aos produtos. A empresa ainda tem como pólice o básico, e este novo layout não perde sua essência, porém consegue agregar modernidade, trazendo maior visibilidade a seus produtos. Com piso de concreto, expositores com efeito desgastado, vegetação arbustiva, projeto luminotécnico e sound design arrojados, as lojas foram divididas por categorias moda, básico, infantil e intima, trazendo para o cliente um conceito Fast Fashion.

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O Boticário:  a rede inaugurou o seu novo conceito de loja pensado para valorizar a exposição dos produtos e facilitar o acesso dos clientes aos produtos. A fachada agora possui vitrines virtuais com tela touch screen com conteúdo interativo. A tecnologia faz parte desta nova fase da marca que tem espalhado pela loja tablets com guias e tutoriais, aprofundando o conhecimento do cliente em cada produto. Foram criados ainda pontos para perfume e maquiagem, no quais as fragrâncias estão separadas por estilos e, para experimentá-los, foram criadas cápsulas perfumadas em formato de gota. Além destas inovações há um espaço chamado ‘’monte seu presente’’ onde é possível customizar sua própria embalagem.

O Boticário-antes-visual-merchandising O Boticário-depois-visual-merchandising

Malwee: pensado para otimizar os espaços, dobrando a capacidade de exposição e por consequência o faturamento por metro quadrado, o novo projeto de visual merchandising e store design da Malwee também proporciona uma experiência de compra que melhor traduz o DNA da marca, isto é, uma moda prática que ofereça soluções para a vida das pessoas. O novo conceito traz uma loja essencialmente jovem, prática, descomplicada e intuitiva. A proposta tem como principal atributo a segmentação de mundos e categorias, modularidade e flexibilidade do sistema de exposição de produtos; com destaque para o ponto focal expansível e o projeto luminotécnico. O modelo open front (loja sem vitrina) permite uma melhor visualização e transforma a loja inteira numa grande vitrina.

Malwee-antes-visual-merchandising Malwee-depois-visual-merchandising

Estes são alguns dos exemplos de negócios que tiveram uma inteligência estratégica na gestão dos pontos de venda, trazendo inovações para acompanhar o mercado consumidor e concorrente. Afinal, inovação é o que mantém as empresas vivas no varejo.

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