O que esperar do varejo em 2020?

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O varejo é um organismo vivo, mutante, efêmero por natureza. Desde sua origem nos comerciantes medievais até os dias de hoje o varejo tem se adaptado – e absorvido – diversas influências. As principais sempre foram de origem econômica, alterações demográficas, comportamento do consumidor e inovações tecnológicas.
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Mas, olhar para o passado é importante para entendermos fenômenos e prevermos cenários futuros. Por exemplo, o ritmo de mudança está cada vez mais acelerado, diminuindo as vantagens competitivas antes pontuais e sólidas. Nesse campo as lojas de departamento têm perdido expressividade nos mercados europeu e americano, dando vez aos novos formatos e experiências de varejo.
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Com isso, as estratégias tradicionais de varejo tornaram-se obsoletas e não repercutem mais no consumidor. A solução é observar as mudanças comportamentais e as ações bem-sucedidas do mercado para, assim, desenhar novas estratégias. Entenda que o poder da cadeia produtiva hoje está centrado nas mãos do varejo, se até o início do século XX os produtores estavam no controle hoje o varejo é quem tem o poder de barganha devido sua responsabilidade e capacidade de entender, responder e convencer os clientes.
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E, como bem preconizou o economista Joseph Schumpeter, em 1942, a “Destruição Criativa” seria o mal necessário do Capitalismo, na medida que novas ideias aniquilam modelos estabelecidos, exigindo evoluções constantes dos modelos de negócios. Veja, por exemplo, como a Internet, plataformas móveis, redes sociais e sensores inteligentes têm provocado uma verdadeira revolução
nas estratégias varejistas nos últimos 5 anos. Se o varejo físico tinha sido condenado à morte antes de 2010, hoje se sabe que sua vida é longa desde que adequada – e integrada – a essas novas realidades tecnológicas.
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Um vídeo publicado pela Microsoft tenta explicar como será o mundo – ou pelos os países mais desenvolvidos – em 2020. Vale refletir como esses novos hábitos devem impactar nas relações com o varejo físico.
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Assim, os próximos 5 anos devem ser de profundas transformações no varejo.
  • A geração Millennials estará na faixa dos 30 anos e assumirá a maior fatia do consumo. Eles preferem qualidade a quantidade, tem uma verdadeira paixão por causas sociais e cresceram usando a Internet para tudo.
  • Nos mercados mais consolidados, como os EUA, a tendência será de desprestigio as marcas de luxo. Essas, por consequência, tenderão a investir em mercados emergentes, como Brasil, China e Índia, que ainda valorizam esse tipo de consumo.
  • Apesar do crescimento exponencial dos espaços comerciais, como shoppings, as vendas tendem a diminuir (consumidor mais consciente e comedido), além da concorrência de outros canais, como o e-commerce e as vendas diretas.
  • Varejistas que pautam seu diferencial competitivo em preço são os que mais correrão risco frente a concorrência das lojas virtuais. Por isso, é importante encontrar razões significativas para sua marca existir e convencer os consumidores da sua argumentação. Produto por produto eles comprarão onde é mais barato, ou seja, na internet.
  • As empresas Amazon, Google, Facebook e Apple estão focadas em aproveitar sua velocidade, flexibilidade, conhecimento tecnológico e modelos de negócios para oferecer novidades, seleção, conveniência e valor para os consumidores através de novos formatos. Suas estratégias, certamente, revolucionarão o futuro do varejo.
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Estas conclusões são apontadas no relatório “Retail 2020: reinventing retailing — once again” (Varejo 2020: reinventando o varejo – mais uma vez) publicado em 2014 e desenvolvido em conjunto pela New York University (NYU) e pelo setor Sales and Distribution da IBM.

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