O futuro do ponto de venda no Varejo 2.0

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Com o avanço do comércio pela internet (varejo 2.0), fala-se muito na sobrevivência das lojas físicas. Será que o varejo de moda irá sobreviver a era digital??? Esse texto é apenas uma reflexão sobre como o futuro pode ser.
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Hoje praticamente tudo que precisamos comprar temos à disposição de adquirir pela internet. É mais fácil, prático e muito conveniente, não são necessárias horas para estacionar o carro no shopping e depois encarar uma peregrinação de loja em loja até achar o que se precisa com o preço que está disposto a pagar, além de encarar a fila do caixa, o mal atendimento e os preços altos dos estacionamentos.
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A experiência de compra pela internet é diferente, afinal ninguém te atendeu, você não sentiu o prazer de já sair com o produto, terá que se conter até que ele chegue em sua casa e, quem compra desta forma, também gosta daquela sensação que é receber a caixinha que as transportadoras entregam.
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Falando desta forma parece que a tecnologia é um grande vilão do comércio físico, mas como tudo é uma questão de ponto de vista, o que queremos é explicar como a tecnologia aliada ao espaço físico pode trazer excelentes benefícios a um cliente fiel, que procura sempre novas experiências, é para isso que ele sai de casa sem se importar com a maratona que vai encarar.
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Esse cliente está comprando sensações, algo que mexa com suas emoções. E a vantagem de já sair com o produto na hora é insuperável. O futuro do varejo está na junção do comércio físico com a tecnologia.
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Varejistas da moda estão buscando inovações e proporcionam a seus clientes cada vez mais um ponto de venda interativo, aconchegante e lúdico. E a tecnologia está aí para somar, quando aplicada de forma criativa e interativa é uma ferramenta poderosíssima do visual merchandising, podendo ser empregada nas vitrinas, provadores e setores, de acordo com a campanha e a estratégia da marca.
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Apresento aqui alguns cases de marcas que souberam aliar a tecnologia ao ponto de venda de forma criativa e com total interatividade com seu target.
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A  MOB em uma campanha de cross channel, colocou em sua vitrine interativa o site da BYMK, os clientes podiam criar looks que eram mostrados virtualmente, tanto no site da BYMK, quanto na vitrine da loja.

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Outro exemplo é a ação da TopShop de Moscou que colocou um provador de realidade aumentada na loja, algo muito inusitado que atraiu a atenção dos consumidores, em sua maioria jovens, de forma divertida eles conheciam os produtos oferecidos pela loja.
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A Penalty inovou no ponto de venda colocando uma cabine que combina: realidade aumentada, captura de movimentos, mídias sociais e comércio eletrônico. E o cliente pode customizar seu uniforme, escolher o modelo, a cor e o brasão, na hora já vê o resultado das suas escolhas no próprio corpo.
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Dessa forma o futuro do comércio varejista deverá ser a conexão do ponto de venda com a tecnologia, tornando os espaços físicos cada vez mais interativos e conectados às redes sociais. O varejo é totalmente mutável e vem mostrando isso na inovação que cada campanha lançada trás para seu shopper.
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*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).
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