Consumidor é guiado inconscientemente pela loja

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Sabe aquela sensação de sermos conduzidos quando entramos numa loja?! Pois é, isso é uma das estratégias de visual merchandising para estimular a circulação do cliente por todo o ponto de venda (PDV).
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Para isso o varejo pode optar pelo uso das trilhas. Nada mais do que corredores virtuais, demarcados ou não no piso, que criam rotas a serem percorridas em lojas acima de 450m2.
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Para implantá-las basta seguir algumas regras básicas e estudar detalhadamente a melhor configuração para tocar emocionalmente o shopper e dirigi-lo pela loja de forma a conhecer todos os setores.
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Regras para implantação de trilhas
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Circulação: a circulação é orientada de forma a conduzir o cliente a ir para frente, para trás, virar à direita ou esquerda passando por todo o ambiente da loja. O objetivo é que o shopper circule por toda a loja sentindo-se à vontade para manusear os produtos e perca a noção do tempo literalmente falando. Quanto mais tempo permanecer no PDV, maior é sua disposição a compra e maior o ticket médio.
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Linhas de visão: são linhas imaginárias que orientam o consumidor para determinados produtos ou áreas. As linhas de visão associadas ao ponto focal – que é a exposição diferenciada de um produto premium – podem chamar a atenção do cliente e orientar seu olhar facilmente, convidando-o a caminhar pelo espaço.
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Trilha ou corredor: a passagem do cliente entre os equipamentos deve ter uma distância que possa passar e manobrar facilmente um cadeirante, ou um carrinho de bebê, ou que duas pessoas consigam ver os produtos confortavelmente sem esbarrarem uma na outra, isto é, no mínimo 90 cm segundo a NBR 9050.
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Obstruções na trilha: de nenhuma forma se pode fechar um corredor com um equipamento, essa ideia de criar espaço sem saída para prender o cliente mais tempo em determinado expositor é um erro grave. Outra infração que não pode ocorrer é criar pontos cegos na trilha (como um labirinto). O cliente de moda precisa sentir-se totalmente livre no espaço para descobrir os produtos.
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As trilhas podem ser definidas ou não definidas: Corredores definidos são demarcados no chão para mostrar o caminho, podem ser adesivos, mas desde que não formem uma linha contínua, já que pode criar uma barreira à transição do cliente. Normalmente evitam-se pisos com texturas diferentes, mas a variação de cor pode ser uma definição também.
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Resumindo

São importantes em lojas acima de 450m² e devem ser claramente visíveis:

  • Marcadas no piso com cor diferente;
  • Adicionar iluminação no teto reforçando a trilha;
  • Usar materiais diferentes (não texturas) no piso;
  • Não usar linhas continuas pois elas barram o cliente.
O mais comum são as trilhas não definidas, as lojas aplicam o mesmo revestimento em todo piso do ponto de venda e utilizam demarcações de trilhas invisíveis para o público e visível apenas para orientação de visual merchandising, nesse caso os expositores são utilizados para definir os corredores virtuais.

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A marca Forever 21, nessa foto com loja de 2000 m2, não utilizada trilhas demarcadas no piso. Os próprio equipamentos fazem a configuração dos corredores.
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