Você conhece o Online Visual Merchandising (OVM)?

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Com a crescente do varejo online (e-commerce), o segmento se profissionaliza e tem buscado ferramentas que possam viabilizar a sua proposta de valor ao consumidor. Uma dessas ferramentas, sem dúvida das mais destacadas, é o visual merchandising.
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Por conceito, entende-se que visual merchandising é um conjunto de ações e estratégias orientadas para o ponto de venda (PDV) com a finalidade de dar visibilidade a marcas, produtos e serviços, aumentando a percepção de valor do consumidor através da construção de uma atmosfera de loja do aumento da experiência de compra.
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Sendo assim, o visual merchandising também é capaz de potencializar a assertividade dos varejistas online, ainda que o PDV seja uma plataforma virtual.  Para tanto, várias técnicas do varejo físico foram adequadas a realidade virtual, de forma a garantir os resultados esperados, isto é, o meio e a forma são distintos, mas os objetivos do visual merchandising se mantem.
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O e-commerce baseia-se no autosserviço, por isso, é preciso pensar em caminhos fáceis e rápidos do shopper até o produto (menor quantidade de cliques possível), na valorização dos produtos quando encontrados no site e na aproximação do consumidor com a experiência da marca. Para isso, há um conjunto de técnicas que compreendem o chamado Online Visual Merchandising (OVM), também conhecido simplesmente como e-Merchandising. Vejamos alguns dos principais aspectos.
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Splash page [relativo a vitrine] – a home do site não abre diretamente com os produtos e ofertas, mas com uma “capa”: uma imagem em foto ou vídeo que preenche todo o layout e chama o consumidor para uma ação. As imagens em full screen permitem reforçar a temática da loja, dando ênfase a uma narrativa.
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Grid de produtos [relativo a setorização] – refere-se à categorização dos produtos. Ajuda nos mecanismos de busca interno das lojas pelo tag geração no cadastro de cada produto. Produtos mais vendidos e/ou com alto estoque merecem destaque no topo da página. Assim como no varejo físico, o excesso de produtos numa mesma categoria vai levar ao desinteresse do shopper. Organize seus produtos em categorias, subcategorias, classes, famílias e atributos (como preço, lavagem, decote, ocasião, tendências), assim estabelecem-se filtros que serão usados pelos consumidores para encontrar exatamente o que estão procurando.
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clique na imagem para vê-la maior
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Produto em contexto [relativo a ambientação] – a ambientação das lojas tem o propósito de reproduzir o contexto, ou parte dele, no qual o produto será usado, no e-commerce isso é possível através de vídeos, editoriais de moda e fotos de lifestyle do consumidor. Essa estratégia aumenta a percepção de valor através da auto projeção do consumidor (valor identitário). Por isso um e-commerce não deve usar apenas fotos de lookbook (fundo branco infinito), mas apresentar o produto também em situação/contexto real de uso.
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imagens de reprodução da mídia social Instagram da marca Foxton
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Interatividade
 [relativo a circulação] –  o ato de consumir deixou de satisfazer simplesmente necessidades ainda no final do Século XIX, hoje consumimos por desejo e não somente produtos, mas também a experiência [o intangível]. Ir às compras, logo, tornou-se uma atividade social, por isso exige interação social: os clientes vivem um intenso processo de exibicionismo e voyeurismo. Assim, é preciso que o e-commerce permita a interatividade social através das mídias sociais e a interatividade direta com a marca. Disponibilize botões de compartilhamento, chat e telefone (0800/4004) direitos com a marca, WhatsApp, e-mail e mídias sociais tanto quanto forem relevantes para o seu consumidor.

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Comentários dos clientes sobre os produtos comercializados na Sephora.
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Imagem 
[relativo a comunicação visual] – a visão tem o poder de substituir a realidade e o toque, mas para que isso aconteça plenamente, é preciso de qualidade e visão total do produto. Dessa forma, procure vários ângulos de vista para os artigos (quanto mais complexos e com valor agregado, mais as fotos são bem-vindas); essas fotos devem permitir também que o shopper veja a textura do tecido (por isso, estejam em HD) e os vídeos são relevantes para a percepção do caimento do tecido.
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Missão didática [relativo a correção e exposição de produtos] –  O visual merchandising tem uma missão didática, que é ensinar a coordenação de produtos ao consumidor.  No varejo físico faz-se isso através da exposição bottom/top e dos manequins. No varejo online é preciso linkar diretamente os produtos que compõe um look completo, sugerindo novas compras de mais rápida (compra por impulso).
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Coleção Herchcovitch; Alexandre para C&A: opção de comprar o look completo.
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Área de vendas
[relativo ao layout] – nossa visão é seletiva e tende a ser próxima do modelo de leitura ocidental: direita, esquerda, baixo. Sabendo que “aquilo que não é visto não é comprado”, é preciso otimizar a exposição dos produtos conforme as áreas com maior ou menor atenção do shopper.
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Embalagem 
[relativo a embalagem] – invista em embalagens que chamem a atenção não só para o produto, mas que remetam também a marca, isso evidencia cuidado e transmite confiança ao consumidor, afinal, a embalagem não entrega só o produto, entrega também emoção.
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Descrição do produto [relativo a comunicação visual] – só ver o produto não responde a todas especificações técnicas.  No autosserviço a loja tem que fazer o papel do vendedor na explicação do produto: tamanho, origem, detalhes, materiais, utilidades a mais etc. A descrição também auxilia no posicionamento do site nos mecanismos de buscas. E ela pode, ainda, aumentar a experiência de compra, já que agrega informação aumentando a percepção de valor do produto.
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