Quando o Inverno chega às vitrines

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As tendências foram filtradas, os fabricantes revelaram suas coleções em grandes feiras e o varejo efetivou suas compras. Agora, é chegada a hora do lojista preparar seu espaço de venda para que os produtos de outono-inverno ganhem as vitrines de forma assertiva, cativando o cliente desde o primeiro olhar. Com a troca de temporada climática e por causa das apostas fashionistas, renovar a forma da apresentação de bolsas e acessórios é fundamental para efetivar bons negócios.
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No entanto, independente do investimento que possa empregar em visual merchandising, é para a harmonização dos elementos que irão conferir o toque invernal à vitrine de seu comércio. Afinal, a combinação adequada entre cores e iluminação chama a atenção do comprador para o produto e pode elevar em até 80% as vendas das lojas de moda, segundo o diretor da Lopes Visual Merchandising, Anderson Lopes.
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Simbologia
Visto que se tratam de vitrines sazonais, as ambientações invernais devem valer-se de simbologias que remetam o passante ao conceito da temporada em poucos segundos. O sócio-fundador da VIU –Visual Identidade Única e docente de Visual Merchandising no Senac Lapa Faustolo, Ará Candio, afirma que o contraste entre frio e calor é bastante utilizado neste processo. “Cenografias que associem o espaço da vitrine à ideia de um local gelado, mas que mostrem que os acessórios aquecem os looks são bem-sucedidas”, defende ele. Nesta linha, pelos e pelúcias podem servir de acabamento a displays e mostruários, sobre cenários de aspecto gélido. “Outro tipo de cenografia, que vai e volta, é a ligado ao gelo. Apesar de no Brasil não termos um inverno tão rigoroso quanto no Hemisfério Norte, é interessante trabalhar com este tema”,  sugere o especialista.
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Rusticidade
Elementos rústicos são recorrentes em vitrines para estações de baixas temperaturas, e podem ser uma boa pedida para locais em que os termômetros seguem amenos durante todo o ano. Na elaboração deste visual, Lopes enumera materiais como bambu, palha, pedras, metais, tijolos, tecidos naturais, tablados em madeira e folhas secas – estas últimas em pouca quantidade para não poluir o ambiente.
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Destaque
Quando a proposta é destacar bolsas e acessórios, Lopes relata que ambientes sóbrios somados à iluminação focada e à repetição de produtos de maneira simétrica e organizada é uma tendência. “Para obter este recurso, vele usar estantes com prateleiras e iluminação embutida, posicionada nos acessórios, tudo milimetricamente organizado. As composições de modelos iguais com acabamentos distintos são os que obtêm o melhor resultado. As peças devem ter, em média, uma distância de pelo menos 20 cm entre si”, explica.
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Peças menores, como carteiras e bolsas de mão, necessitam uma exposição em altura elevada, por meio do uso de displays, de preferência personalizados para aquela determinada marca ou cenografia. “Também é interessante dar vida às peças pequenas, enchendo-as com papel, por exemplo. Vale lembrar ainda que, mesmo não sendo um vestido, a bolsa de alça possui o seu caimento. Então, mostrar todos estes detalhes através de displays ou da própria cenografia é aconselhável”, pondera Candio.
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Masculino
Para agradar ao público masculino, Candio afirma que a fórmula de visual merchandising vai depender do perfil do cliente em potencial. “quem dá o tom da cenografia é o informações público, sempre”, resume. Sendo assim, se a loja foca na venda de itens com estilo executivo, como pastas e carteiras em couro, vale investir em uma cenografia mais elegante. Madeiras, cores sóbrias e iluminação amarelada são exemplos para a ambientação. No caso do comércio de mochilas esportivas, por sua vez, a urbanidade e um visual carregado de informações contemporâneas enriquecem as vitrines.
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Displays x Manequins
Candio observa que, assim como as vitrines de roupas, bolsas e acessórios pedem que a cenografia transmita “vida” às peças. “Na grande parte das vezes, bolsas e acessórios não são expostos com manequins, como jeito na linha de confecção. Mas eles, além de servirem como displays, nos familiarizam com a figura humana, agregando valor aos produtos”, explica. Logo, sem a presença destes bonecos, elevar os produtos aos olhos do cliente é de extrema importância. Displays e cubos auxiliam nesta tarefa. “Utilizar displays que remetam ao formato do corpo também ajuda na leitura dessas vitrines, como pudemos ver na cenografia da Tods doa ano passado (foto). O manequim não está presente como um todo na composição, mas é possível termos a leitura dos produtos de maneira bem humana”, avalia.
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Fonte: Jornal Exclusivo | 26/02/2014 por Camila Veiga
http://exclusivo.com.br/noticias/lojista/quando-o-inverno-chega-a-vitrine
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