Acessibilidade no ponto de venda

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Acessibilidade são as condições e possibilidades de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, seus espaços, mobiliários e equipamentos, proporcionando a maior independência possível e dando ao cidadão deficiente ou àqueles com dificuldade de locomoção o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar, seja no trabalho, estudo, lazer ou consumo.
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O CENSO realizado pelo IBGE (2000) mostra que a população brasileira era de 170 milhões de habitantes, dos quais 25 milhões, isto é, 14,5%, são de pessoas com algum tipo de deficiência, ou seja, estamos falando de um mercado consumidor enorme que tem sido marginalizado das relações de consumo pelo próprio varejo.
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É importante pensarmos que as adaptações para deficientes físicos também acabam refletindo em melhor qualidade espacial (e de consumo) para outros públicos, como os idosos, obesos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida temporária (fraturas, pós-operatório) e clientes mais sedentários, que evitam a fadiga de uma escada a qualquer custo (risos).
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Pensando assim, todos estamos sujeitos a alguma restrição física, em maior ou menor gravidade. E o conceito de Desenho Universal parte dessa premissa, pois entende que o design de um produto ou espaço é aquele que visa atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população. A lógica, então, se inverte, pois as deficiências encontram-se nos prédios que não são democráticos ao acesso, e não nas pessoas que naturalmente são diversas.
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7 PRINCÍPIOS DO DESIGN UNIVERSAL
 
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Após o Ano Internacional do Deficiente Físico, em 1981, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) reuniu um grupo de pessoas que atuavam na área de atenção a pessoa portadora de deficiência (PPD) e elaboraram a primeira norma técnica sobre acessibilidade, a NBR 9050:2015. A partir daí houve várias revisões, adequações e outras normas foram criadas. Porém, ela por si só ainda não poder de lei.
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A norma NBR 9050:2015 estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.
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Além de espaçamento para corredores, vagas prioritárias, comunicação visual e tátil de segurança, talvez o aspecto mais relevante (e difícil) para o visual merchandising dentro da norma seja o cumprimento da Lei Estadual (SP) 14.737/2012 que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pelo menos um provador de roupas adaptado em qualquer comércio (supermercados, inclusive) que venda vestuário. Algumas cidades e outros Estados, como Campinas/SP, também têm leis municipais, nesse exemplo, anterior a própria Lei Estadual (LEI Nº 13.872/2010).
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Tendo em vista que as leis vigentes não estipulam os padrões que devem ser seguidos pelos estabelecimentos, subentende-se que os provadores devem seguir o padrão regulado pela NBR 9050:2015.
  • Devem ter dimensões mínimas de 1,80m x 1,80m, com uma superfície para troca de roupas na posição deitada, o mínimo de 0,80m de largura, 1,80m de comprimento e altura de 0,46m, providos de barras de apoio, espelhos e cabides.
  • As barras de apoio devem ser horizontais, com comprimento mínimo de 0,80m, fixadas junto à superfície de troca de roupas, a uma altura de 0,75m do piso acabado. Uma deve ser fixada na parede da cabeceira a 0,30m de distância da parede lateral, e a outra na parede lateral, a 0,40m da parede da cabeceira.
  • A porta da cabine deve possuir sentido de abertura para o lado externo do provador; os espelhos devem ter sua borda inferior a uma altura de 0,30m e a superior no máximo 1,80m do piso.
  • Os cabides devem ser alocados em altura dentro da faixa de alcance entre 0,80m e 1,20m do piso.
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1 COMENTÁRIO

  1. O texto está completamente em linha com o nosso Artigo iMOB: Acessibilidade no Varejo! (www.integrum.srv.br) Por isso, tomamos a liberdade de reproduzi-lo em nosso Site. Para nossa publicação usamos a extensão "Parte II" no Título do nosso Artigo, numa elogiosa e identificada apropriação do texto. Como dizia quintana "Um poema é de quem lê."

    Parabéns pelo Trabalho de Excelência: conquistou um fã exigente!

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