8 tendências do varejo – Pós NRF 2015

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Aconteceu dia 27/01, no Teatro Amil em Campinas/SP, o pós-NRF organizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O evento que acontecerá em várias cidades do país tem o propósito de apresentar e discutir as tendências apontadas na última edição da National Retail Federation (NRF) – realizada nos dias 11 e 14 de janeiro na cidade de Nova York.
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O NRF Retail´s BIG SHOW é o maior e mais importante evento de varejo do mundo e reúne os principais executivos atuantes no mercado de varejo online e off-line. O evento principal é o congresso mundial de varejo com duração de quatro dias (domingo a quarta-feira) com intensos debates e apresentações dos principais atuantes do segmento. Em paralelo, com duração de dois dias (segunda a terça-feira) ocorre a NRF Expo, uma exposição com fabricantes e demais provedores de soluções para o varejo (Automação Comercial).
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O primeiro a falar no Pós-NRF em Campinas foi Eduardo Terra, presidente da SBVC, e apontou as 8 principais tendências para o varejo brasileiro segundo análise da instituição. O MMdaMODA participou do evento e traz agora todos os detalhes.
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1. Aumento da Globalização
A cada ano mais marcas internacionais abrem suas lojas em território brasileiro. Essa presença de varejistas globais em mercados locais tem estimulado a competição e profissionalização no varejo tupiniquim, que deve estar atento para competir e aprender com esses mestres do consumo. Um exemplo bem claro foi a abertura da primeira loja da marca Forever 21, em São Paulo, que causou furor a ponto de formarem longas e demoradas filas de espera para fazer a tão esperada compra.
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2. Avanço da Customização
Na hora de trabalhar com a customização o segredo é não se limitar apenas ao produto, a operação é a chave do sucesso, veja o exemplo da marca Normal Earphones que faz fones de acordo com o tamanho do ouvido do consumidor e entrega após 48 horas do pedido, que pode ser feito pela internet, basta que o cliente tire as medidas seguindo todas as recomendações.
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3. A loja Está Viva
Uma das tendências mais discutidas foi o fato de que as lojas físicas estão com força total, o varejo físico não vai acabar, como era temido há um tempo atrás frente a concorrência do e-commerce. As pessoas querem se sociabilizar no ponto de venda e, por isso, as lojas precisam ser dinâmicas e diferentes do que o consumidor já está acostumado. A estratégia de omni-channel agora está pautada na necessidade de integração e fusão dos canais de comercialização. Um grande modelo de canais unidos é a Starbucks, já que é possível fazer um pedido pelo aplicativo para smartphone e retirar o produto numa fila exclusiva para esse tipo de serviço, ou seja, o cliente usou o canal tecnológico e o físico para efetivar sua compra. Dado importante sobre esse assunto: 4% dos consumidores que compravam pela web optavam por retirar o produto na loja. Em 2014 o percentual subiu para 64%.
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4. O Convívio do Novo com o Velho
Vira e mexa o antigo vira moda. A marca americana Urban Outfitters tem trabalhado muito bem a convivência do novo com o velho, em especial com a seção de discos, vinis, pickups etc.
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Mas existem outros exemplos, como é o caso irreverente da IKEA, que ao lançar seu catálogo impresso fez dele algo inovador aos olhos da geração touch screen. Veja no vídeo abaixo.
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5. Desafio da Execução da Inovação e da Tecnologia
Que a tecnologia é muito importante no ponto de venda em função das facilitações para o consumidor e o varejista todos já sabem, mas o varejo brasileiro AINDA não tem investido nesse
caminho para melhorar sua comunicação com o cliente e, menos ainda, para melhor a experiência de compra.
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6. Ainda Mais Curadoria
O conceito “Endless shelf” (prateleira infinita) também está entre as tendências. O varejista não precisa deixar de vender um produto que não tenha em estoque, a ideia é menos estoque físico e mais sortimento em catálogo (online) para oferecer prontamente para o cliente. Exemplo: Chili Beans.
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7. Novos Modelos de Varejo
Lego: quando não é possível instalar uma loja da Lego, a alternativa são as mini lojas ou  quiosques que também proporcionam uma diferente experiencia de compra para o cliente.

App Uber: aplicativo de celular que chama um carro, semelhante ao de táxi, porém não é táxi, é carro executivo.
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Carrefour Drive: é o drive thru da rede Carrefour de supermercados. Usa-se o aplicativo para comprar o que for necessário e para retirar é só ir até a loja que tudo estará separado em sacolas (de papel para não prejudicar o meio ambiente) para levar para casa. Veja como funciona no vídeo abaixo.
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8. Branding baseado em propósito, não no mix de produtos
O mais indicado na gestão de uma marca é primeiro decidir para quem quer vender e, depois, escolher o que vender. Exemplos: Sears, Rite Aid, Best Buy, IKEA, Apple, Starbucks (estilo de vida).  Um case apontado na NRF é o de duas redes farmacêuticas que dominam o mercado americano, CVS Phamacy e Walgreens. Quando a CVS decidiu que seria direcionada para o público que busca vida saudável, teve que parar de vender cigarros em suas lojas – o que é comum em farmácias nos Estados Unidos. Uma propaganda na TV informou ao consumidor que a partir daquele momento a empresa não mais comercializaria cigarros e o resultado foi que a CVS deu um grande salto na frente de sua concorrente.
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Esse artigo refere-se apenas a primeira palestra do evento. Logo mais publicaremos mais informações sobre pós-NRF. Aguardem!
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* Carla Barroso Marks é colunista colaborativa do MMdaMODA. Tecnóloga em Processamento de Dados e Pós-Graduada em Gerenciamento de Marketing, trabalha na área de Visual Merchandising & Store Design desde de 2003 no varejo de moda e também atua na área como consultora (carlamarks@terra.com.br).
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