5 tendências para o varejo, segundo NRF Retail Big Show 2017

GAP Dressing Room

Durante o FRV 2017 (Fórum Regional do Varejo), que aconteceu em 16/05/2017 no Expo Dom Pedro, em Campinas/SP, foram apresentados alguns insights em tendências para o varejo a partir do conteúdo da NRF Retail Big Show 2017.

Apontamos aqui os 5 principais tópicos.

1. Realidade aumentada de forma utilitária: o aplicativo “Dressing Room” foi lançado pela Gap e construído em colaboração com o Google e a Avametric. Usando da realidade aumentada o app permite que os clientes testem roupas sem ter que entrar em uma loja ou sair de suas casas ao adicionar informações sobre altura e peso. O Dressing Room, então, coloca um modelo 3D virtual à sua frente e permite que você veja como cada um dos itens diferentes ofertados pelo lojista se encaixam no seu corpo. Ainda que – quase – ninguém vá decidir uma compra simplesmente ao usar esse recurso, ele permite que os consumidores tenham maior contato com a coleção, além de provarem, mesmo que virtualmente, um número maior de variantes e modelos (as rejeições no provador também podem sinalizar algo para a marca). Outra questão importante é a entrega de uma experiência de compra divertida, conveniente e tecnológica.

2. Robôs humanizados: a interação entre humanos e robôs está cada dia maior e humanizada. A inteligência artificial tem permitido que as máquinas resolvam problemas que são rotineiros, a partir de um histórico de informações e cruzamento de dados – como já se faz em contact centers. E isso tudo já chegou ao varejo de moda! O Pepper, um robozinho simpático, bonito e eficiente, tem “trabalhado” em várias lojas pela Europa e Ásia (só no Japão já são mais de 140 lojas). Além de recepcionar clientes e chamar vendedores humanos para questões mais complexas, é o primeiro robô humanizado capaz de perceber as emoções de seu interlocutor. Por isso, tem servido aos lojistas como ponto de consulta à preços, exibe variantes dos produtos em seu monitor acoplado e pode, até, indicar peças que componham looks e que caiam melhor no corpo do cliente (a partir de uma leitura do biótipo).

3.Sensores, câmaras e wi-fi para gestão do PDV: já existe no mercado tecnologia capaz de monitorar e mensurar o fluxo de pessoas que passam por uma loja. Por meio de um aparelho multisensor, dotado de bluetooth, wi-fi, microfone e câmera, a tecnologia pode contar o número de pessoas que entram na loja, que passam em frente e voltam, daqueles que entraram quantos compraram, quanto tempo eles ficam no local, os horários de maior fluxo e dá em tempo real a taxa de conversão para os lojistas. Várias empresas brasileiras já utilizam-se dessa tecnologia: Chilli Beans, Hering, Marisa, Fototica, Lacoste, Multicoisas, Quiksilver etc.

Dispositivo da empresa FX Retail Analytics

4. Usos mais assertivos do Big Data: coletar informações não é mais o grande desafio do varejo, mas sim como usá-las de forma assertiva e correlacionada. Um grande passo nesse sentido veio através da computação cognitiva. IBM e Marchesa (marca de moda) apresentaram a primeira peça de roupa cognitiva – um vestido criado pela imaginação humana, mas com inspiração gerada por computador. A equipe Marchesa escolheu cinco emoções para o vestido transmitir: alegria, paixão, excitação, incentivo e curiosidade. IBM Research, em seguida, alimentou com informações uma ferramenta de cores e design cognitivo que é capaz de entender a estética, as emoções humanas e os efeitos psicológicos de diferentes cores. Usando esses dados, bem como centenas de imagens associadas à marca Marchesa, o sistema – batizado de Watson – sugeriu paletas de cores e tecidos que se encaixam no perfil da Marchesa e com as emoções escolhidas. Watson tem ajudado empresas a verem novas possibilidades e opções que não tinham sido consideradas. Em outras palavras, o big data não está substituindo a criatividade humana, mas reforçando as estratégias.

Karolina Kurkova’s usando o vestido Watson no Met Gala 2016

5. Foco nas pessoas: Danny Meyer já dizia que as pessoas não vão a restaurantes porque elas querem comer, mas sim em busca de uma grande experiência. O varejo físico para continuar relevante para o consumidor contemporâneo precisa investir em “gerar hospitalidade”, ou seja, um bom atendimento, a personalização de processos e produtos, a receptividade, a criação de espaços de convivencialidade (também entre funcionários) de forma a ressignificar as lojas tornando-as espaços de lazer, de entretenimento, de cultura, informação e não simplesmente consumo. O varejista precisa encontrar um sentido para existir! Um bom exemplo dessa prática integrada pode ser visto na Livraria Cultura pois além da oferta adequada de produtos e o livre acesso a eles, a empresa ainda explora o viés cultural do seu DNA através da oferta de restaurantes dentro das lojas, cafés, galerias de artes, shows, teatros e até cursos.

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