Storytelling & Visual Merchandising

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Contar histórias é uma necessidade humana. Ouvir, visualizar e reconhecer essas histórias também faz parte de nós. Desde a primeira infância somos introduzidos aos ensinamentos morais e culturais da sociedade através dos contos de fadas que começam com “era uma vez…”. Quem não se lembra?!
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Storytelling, apesar de estar em voga, é uma prática antiga que antecede a escrita, com as primeiras formas de contar histórias geralmente por via oral combinada com gestos e expressões. As próprias histórias religiosas, fundamentalmente, levaram significados profundos à vida das pessoas.
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A transmissão de eventos por meio de palavras, imagens, sons, expressões e gestos é uma maneira de se aproximar, de se conectar e de compartilhar algo com os outros. Assim, ao invés de fornecer produtos, as empresas estão focando, cada vez mais, em entregar experiências, ou seja, produtos e serviços que atinjam os sonhos e as emoções dos consumidores, dando significado à busca por uma vida melhor e promovendo um ambiente desconexo da intenção comercial.
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O visual merchandising detém as técnicas capazes de contar histórias no ponto de venda. No lugar de borracha e lápis usam-se os ambientes, vitrines, produtos, cores e uma série de artifícios que auxiliam na hora de reproduzir as narrativas que também figuram nos outros esforços de comunicação de marketing, como na propaganda, na publicidade, nas vendas diretas etc.
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Uma boa história comunica os valores relacionados à marca com uma linguagem de fácil entendimento para atingir o público-alvo, isto é, o Storytelling é capaz de comunicar ao consumidor os valores e o posicionamento trabalhados pela gestão da marca.
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Por definição, o Storytelling precisa desenvolver quatro aspectos: mensagem, conflito (positivo ou não), personagens e enredo, ou seja, não se trata de ações isoladas e desconexas de comunicação. Por isso, lojas conceito geralmente usam o recurso de Storytelling. Vejamos o exemplo da concept store das Havaianas, na Oscar Freire. Aproveite para identificar no projeto os quatro aspectos mencionados.
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O espaço de 300m² no luxuoso endereço da rua Oscar Freire, em São Paulo, foi assinado pelo
arquiteto Isay Weinfeld.  A intenção da arquitetura foi simbolizar o espírito casual, confortável e jovem da marca, criada em 1962. Nesses 47 anos que se passaram entre a gênese do produto e a criação do espaço institucional que reúne a totalidade de seus modelos e linhas – há cerca de 320 exemplares de sandálias na loja -, a Havaianas conquistou grande prestígio no Brasil e no exterior. “Comunicar a brasilidade da marca”, assinala o arquiteto, era um dos desafios do projeto. O resultado tem a aparência de uma não-edificação, um espaço vazio e rebaixado em relação à cota pública, que preza a indefinição dos limites de paredes, pisos e coberturas, embora a implantação ocorra em terreno de miolo de quadra. A intenção foi resgatar a ambiência de espaço aberto, praiano, vinculada à identidade visual da marca.
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